A formação politécnica do trabalhador brasileiro:

uma identidade em “construção”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15628/rbept.2026.16614

Palavras-chave:

Trabalho, Educação, Capitalismo, Politecnia, Construção (Chico Buarque)

Resumo

O presente artigo objetiva discutir impactos das políticas públicas para a educação profissional no Brasil, por meio de trechos da canção “Construção”, de Francisco Buarque de Hollanda (1971). A partir dos estudos sobre Educação Profissional e Tecnológica (EPT) realizados por Ciavatta (2005), Frigotto (2009), Kuenzer (2017), Moura (2010) e Ramos (2008), elabora-se uma breve exposição da legislação brasileira sobre ensino médio e profissionalizante a partir da década de 1970. O materialismo histórico-dialético, como dimensão teórico conceitual, constitui a base epistemológica.  Evidencia-se que a dualidade entre ensino básico e ensino profissionalizante, no Brasil, é um reflexo da dualidade social provocada pelo sistema socioeconômico capitalista e as suas contradições.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Thiago Rafael Machado, Instituto Federal Catarinense Campus Camboriú

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Camboriú/SC. Especialização em Língua Portuguesa e Literatura Infanto-juvenil pelo Instituto Ceneticista Fayal de Ensino Superior (IFES). Graduação em Letras: Português/Inglês e respectivas Literaturas pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Atua como professor de Língua Portuguesa dos anos finais do ensino fundamental na rede municipal de ensino de Balneário Camboriú/SC.

Andressa Graziele Brandt, Instituto Federal Catarinense Campus Camboriú

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Catarina na Linha de Pesquisa: Ensino e Formação de Professores. Mestre em Educação pelo PPGE da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Graduada em Pedagogia pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Graduada em Administração pela FIMA. Professora da área de Pedagogia, da Licenciatura em Pedagogia, da Licenciatura em Matemática e do Mestrado em Educação do Instituto Federal Catarinense (IFC) - Campus Camboriú, na linha de pesquisa: Processos educativos e inclusão.

Liane Vizzotto, Instituto Federal Catarinense Campus Concórdia

Doutora em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Graduada em Pedagogia pela Universidade do Contestado (UNC), Campus Concórdia. Atuou na Secretaria de Educação do Município de Concórdia entre os anos de 2002 a 2011, nas funções de Chefe de Departamento dos anos iniciais, formadora e Diretora Pedagógica. Atualmente é professora efetiva do Instituto Federal Catarinense, Campus Concórdia, atua em cursos de licenciatura (Física e Matemática), em cursos de especialização promovidos pela instituição e no Mestrado Acadêmico em Educação do IFC,  Campus Camboriú, na linha de pesquisa: Processos formativos e Política Educacionais.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Avaliação e Reestruturação da Política Nacional de Ensino Médio. Disponível em: https://www.gov.br/participamaisbrasil/reestruturacao-da-politica-nacional-de-ensino-medio. Acesso em 26 nov. 2023.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Institui as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 20 de dezembro de 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 15 jun. 2023.

BRASIL. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e o Decreto-Lei nº 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei nº 11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Brasília, 16 de fevereiro de 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13415.htm. Acesso em: 16 mar. 2025.

BRANDÃO, L. A escola de Frankfurt e a Teoria Crítica. Revista Comunidade, Cultura e Arte. Disponível em: https://comunidadeculturaearte.com/a-escola-de-frankfurt-e-a-teoria-critica/. Acesso em: 16 mar. 2025.

CIAVATTA, Maria. A formação integrada: a escola e o trabalho como lugares de memória e de identidade. In: CIAVATTA, Maria; RAMOS, Marise; KÜNSCH, Dulce (Orgs.). Ensino Médio Integrado: concepções e contradições. São Paulo: Cortez, 2005.

FRIGOTTO, Gaudêncio. A polissemia da categoria trabalho e a batalha das ideias nas sociedades de classe. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 14, nº. 40, p. 168-194, jan./abr. 2009.

HOLLANDA, Chico Buarque de. Construção. Youtube, 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cMwmBfEtiq0. Acesso em: 26 nov. 2023.

KUENZER, Acácia Zeneida. Trabalho e escola: A flexibilização do ensino médio no contexto do regime de acumulação flexível. Revista Educação & Sociedade, Campinas, v. 38, nº. 139, p. 331-354, abr.-jun., 2017.

KUENZER, Acácia Zeneida. Ensino Médio e Profissional: as políticas do Estado Neoliberal. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2007.

MORAES, Maria Célia M. Indagações sobre o conhecimento no campo da educação. Revista Perspectiva, Florianópolis. v.27, nº. 2. jul./dez., 2009.

MOURA, Dante Henrique. Ensino médio e educação profissional: dualidade histórica e possibilidades de integração. In: MOLL, J. (Org.). Educação Profissional e Tecnológica no Brasil contemporâneo: Desafios, tensões e possibilidades. Porto Alegre: Artmed, 2010.

NOSELLA, Paolo. Ensino Médio: unitário ou multiforme? Revista Brasileira de Educação, v. 20, n. 60, p. 121-142, jan./mar., 2015.

QUEIROZ, T. A. N. de. A Transformação político-econômica do capitalismo do final do século XXI: Do fordismo à acumulação flexível. Revista Para Onde!?, Porto Alegre, v. 4, n. 2, 2010. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/paraonde/article/view/22115. Acesso em: 16 mar. 2025.

RAMOS, Marise Nogueira. Concepção do ensino médio integrado à educação profissional. Natal, Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Norte, 2008.

RODRIGUEZ, Margarita Victoria. Pesquisa social: Contribuições do método materialista histórico-dialético. In: CUNHA, Carlos da Fonseca Brandão; SOUSA, José Vieira de; SILVA, Maria das Graças Almeida. (Orgs.). O método dialético na pesquisa em educação. Campinas: Autores Associados, 2014.

SILVA, Monica Ribeiro da; COLONTONIO, Eloise Médice. As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e as proposições sobre trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, vol. 19, nº. 58, p. 611-628, jul.-set., 2014.

WOOD, Ellen Meiksins. Democracia contra capitalismo, a renovação do materialismo histórico. São Paulo: Boitempo, 2011.

Publicado

10.06.2026

Como Citar

MACHADO, Thiago Rafael; BRANDT, Andressa Graziele; VIZZOTTO, Liane. A formação politécnica do trabalhador brasileiro: : uma identidade em “construção”. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [S. l.], v. 1, n. 26, p. E16614, 2026. DOI: 10.15628/rbept.2026.16614. Disponível em: https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/RBEPT/article/view/16614. Acesso em: 13 jun. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS

Artigos Semelhantes

<< < 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.