EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: DO PARADIGMA FRAGMENTADO A UMA PEDAGOGIA DA INTEGRAÇÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15628/rbept.2020.10117

Palavras-chave:

Educação Profissional. Paradigma. Fragmentação. Complexidade. Integração.

Resumo

A sociedade ocidental dos últimos séculos, com a ciência moderna, fundamenta-se em um paradigma cartesiano mecanicista e simplista, racionalista e fragmentado. Este repercute nos mais diversos âmbitos da realidade, e também no campo da educação. Tal visão condicionou as compreensões e práticas pedagógicas, de forma a limitar o processo educacional a acumulação de conteúdos, desprestigiando a formação humanística, filosófica, ética, emocional, essencial no processo humano de aprendizagem. Mas, com o surgimento do paradigma da complexidade, no século XX, tem surgido uma cosmovisão mais integradora, sistêmica. O novo paradigma traz diferentes valores; fomenta uma educação como processo integrador que envolve as diversas dimensões do ser humano. Novos parâmetros promovem o desenvolvimento as potencialidades do aluno, de forma interdisciplinar, crítica e contextualizada, a partir das relações com o mundo que o cerca.

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Biografia do Autor

Diógenes Oliveira Pereira, Instituto Federal da Paraíba

Técnico em Recursos Naturais. IFPB, 2007.

Licenciatura Plena em Filosofia. Instituo de Ciencias Sociais e Humanas, 2016.

Pós-graduaçao lato sensu em Filosofia Contemporânea. IBF, 2019.

Graduando em Arquitetura e Urbanismo. UFPB.

Licenciando em Letras – Portugues. IBRA educacional.

Mestrando em Educaçao Prosissional e Tecnologica. IFPB, Campus Joao Pessoa. 

Gilcean Silva Alves, IFPB

Biologo, mestre em meio ambiente, doutorado em ecologia vegetal e meio ambiente. Prof. efetivo do IFPB nas graduaçãoes, das disciplinas: ecologia geral, metodologia da pesquisa e mircobiologia ambiental.

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Publicado

22/09/2020

Como Citar

PEREIRA, D. O.; ALVES, G. S. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: DO PARADIGMA FRAGMENTADO A UMA PEDAGOGIA DA INTEGRAÇÃO. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [S. l.], v. 2, n. 19, p. e10117, 2020. DOI: 10.15628/rbept.2020.10117. Disponível em: https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/RBEPT/article/view/10117. Acesso em: 4 dez. 2022.

Edição

Seção

ARTIGOS