O PROJETO EXTENSÃO E A DOCÊNCIA: REFLEXÕES, DESAFIOS E AÇÕES NECESSÁRIAS NA PRÁTICA ACADÊMICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15628/rbept.2018.6871

Palavras-chave:

Projeto de extensão, gêneros orais, pesquisa-ação, comunidade acadêmica, prática docente.

Resumo

Nosso artigo tem como objetivo refletir sobre as contribuições da primeira etapa da ação de extensão: “A oralidade e o ensino de língua materna - desafios e possibilidades (DLV/UERN)”.  Na esteira dos postulados de Bakhtin, que destacam a natureza dialógica dos gêneros discursivos concebendo-os como tipos relativamente estáveis (BAKHTIN, [1952-1953]/2003), servem, também, de amparo teórico para este artigo as importantes contribuições de Schneuwly e Dolz (2004) ao defenderem os gêneros orais e escritos como objetos importantes da relação ensino-aprendizagem de língua, assim como outros estudiosos da área que comungam dessa orientação para o ensino. Estas concepções com as quais coadunamos instigam-nos as seguintes indagações: como um maior conhecimento e sistematização dos gêneros orais pode auxiliar o professor em sua prática docente diária? Como as leituras em torno destas reflexões auxiliam discentes do curso de letras em sua formação profissional? A partir de um olhar dialético sobre as questões mencionadas, proporcionado pela nossa orientação metodológica com base na pesquisa-ação (THIOLLENT, 2011), a primeira etapa do nosso projeto de extensão já aponta algumas reflexões importantes. Nossas constatações iniciam-se por observarmos a necessidade de constantes leituras e atualizações em torno da temática abordada, o que tem sido um dos diferenciais na formação dos discentes envolvidos na ação. Neste sentido, evidenciamos, também, um importante crescimento acadêmico proporcionado pela articulação dialógica pertinente às pesquisas desta natureza. (221 palavras)

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jammara Oliveira Vasconcelos Sá, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Natural de Teresina. Tem Mestrado e Doutorado em Linguística pela Universidade Federal do Ceará. É Professora Ad­junta I da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) lotada no Depto. de Letras Vernáculas e mem­bro integrante dos grupos: GEPEL e GETEME. Coordena um projeto de extensão na área do ensino no DLV/UERN. Também desenvolve pesquisas na área da Linguística Textual com foco nos processos referenciais; Análise dos gêneros publicitários e Argumentação sob a perspectiva da Nova Retórica.

 

Referências

ALKMIM, T. M. Sociolinguística. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (org). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001. Vol. 1.

ARAÚJO, D. L.; RAFAEL, E.L.; AMORIM, K. V. Estudos de oralidade: o ponto de vista na percepção do objeto e suas implicações para a formação docente. In: ARAÚJO, D. L., Joaquim; SILVA, W. M.(orgs). A oralidade em foco: conceitos, descrição e experiências de ensino. Campinas, SP: Pontes Editores, 2016.

BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

_______. Dramática da língua portuguesa: tradição gramatical, mídia e exclusão social. São Paulo: Edições Loyola, 2000.

BAKHTIN, M. M. ([1952-1953]). Os gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em Língua Materna: A Sociolinguística em Sala de Aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

_______. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística e Educação. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 126p.

BRASIL. Secretaria de Educação. Parâmetros curriculares nacionais+ ensino médio: Linguagens, códigos e suas tecnologias orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação. Brasília : MEC/SEF, 1999. 241p.

DIONISIO, A. P. Análise da conversação. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (org). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001. vol. 2.

DOLZ, J.; SCHNEUWLY, B.; H., Sylvia. O oral como texto: como construir um objeto de ensino. In: DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.

SCHNEUWLY, B.; NOVERRAZ, M.; DOLZ, J. Sequência didática para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização: Roxane Rojo e Glaís S. Cordeiro. Campinas, SP: Mercado de letras, 2004.

DOLZ, J.; GAGNON, R. O gênero de texto, uma ferramenta didática para desenvolver a linguagem oral e escrita. In: Gêneros orais no ensino. BUENO, L.; COSTA-HÜBES, T. C. (orgs). Campinas, SP: Mercado das Letras, 2015.

FARACO, C. A. Linguagem & diálogo: as ideias linguísticas do círculo de Bakhtin. São Paulo: Parábola editorial, 2009.

FERREIRA, E. C. F. A oralidade como objeto de ensino: por uma perspectiva de desenvolvimento da língua oral a partir do gênero debate. 226 p. Tese (Doutorado em Linguística). Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2014.

FERRAZ, M. R. R.; GONÇALVES, A. V. Gêneros orais: práticas de ensino sem evidência. In: Gêneros orais no ensino. BUENO, L.; COSTA-HÜBES, T. C. (orgs). Campinas, SP: Mercado das Letras, 2015.

KOCH, I. G. V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 2015.

_______. O Texto e construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.

MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 4. Ed. São Paulo: Cortez, 2010.

_______. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2015.

MEURER; J. L.; BONINI, A.; MOTTA-ROTH, D. (org.). Gêneros: teorias, métodos e debates. São Paulo: Parábola editorial, 2005.

PEREIRA, B. A.; SILVA, W. O debate no espaço escolar: objeto de ensino ou estratégia metodológica. In: ARAÚJO, D. L., Joaquim; SILVA, W. (orgs). A oralidade em foco: conceitos, descrição e experiências de ensino. Campinas, SP: Pontes Editores, 2016.

SÁ, J. O. V.; LOPES, L. M. Os gêneros como instrumentos de ensino: de Bakhtin aos PCNs. In: Costa e Silva, G.; Lopes, M. S.; Monteiro, R. M. P. (orgs). Experiências em ensino, pesquisa e extensão na universidade: caminhos e perspectivas. Fortaleza: Imprece, 2017.

SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Os gêneros escolares –das práticas de linguagem aos objetos de ensino. In: SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização: Roxane Rojo e Glaís S. Cordeiro. Campinas, SP: Mercado de letras, 2004.

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 18. ed. – São Paulo. Cortez, 2011.

Downloads

Publicado

20/06/2018

Como Citar

SÁ, Jammara Oliveira Vasconcelos; REBOUÇAS, Ângela Cláudia Rezende do Nascimento; THORPE, Bruna Gabrieli Morais da Silva; SILVA, Aylana Paula dos Santos. O PROJETO EXTENSÃO E A DOCÊNCIA: REFLEXÕES, DESAFIOS E AÇÕES NECESSÁRIAS NA PRÁTICA ACADÊMICA. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [S. l.], v. 1, n. 14, p. e6871, 2018. DOI: 10.15628/rbept.2018.6871. Disponível em: https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/RBEPT/article/view/6871. Acesso em: 15 jun. 2024.

Edição

Seção

ARTIGOS

Artigos Semelhantes

> >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.