DEMANDAS E PROTAGONISMO JUVENIL: políticas curriculares no ensino médio

Marcia Betania Oliveira, Elvira Fernandes de Araújo Oliveira

Resumo


Este trabalho aborda protagonismo juvenil no ensino médio em meio a demandas curriculares. No campo metodológico, apresenta resultados de pesquisa realizada em manchetes midiáticas, as quais deram visibilidade a alguns movimentos em defesa da educação pública. Destaca dois movimentos tendo como protagonistas jovens alunos (e possivelmente seus professores) do ensino médio, desencadeados por demandas curriculares, ambos acontecidos no período entre final de 2015 e início de 2016, com ocupações de escolas nos estados de Goiás e de São Paulo. No campo teórico, trata de uma abordagem pós-estrutural com base na Teoria do Discurso de Laclau e Mouffe (2015). Nessa perspectiva, considera como demandas curriculares os eventos propostos pelas secretarias de educação dos estados de Goiás (a implantação de Organizações Sociais) e de São Paulo (o programa de reorganização escolar) e estudantes envolvidos nas referidas manifestações e ocupações de escolas como sujeitos na/da constituição política. Com base na lógica laclauniana, reivindicações aqui destacadas, em especial pela configuração do protagonismo juvenil, foram/vão se apresentando a partir das referidas demandas. Os sujeitos envolvidos vão se constituindo em processos articulatórios de negociação, de identificação, marcados pela contingência, tentando fixar determinados sentidos (dentre outros) de qualidade de educação, não definidos a priori.

Palavras-chave


Demandas Curriculares. Protagonismo juvenil. Políticas curriculares. Ensino médio. Teoria do discurso.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2017.5744



 

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