A MULHER E A SOCIEDADE NO ROMANCE JUBIABÁ DE JORGE AMADO

Maíra Cordeiro Santos, Ilane Cavalcante

Resumo


O presente trabalho versará sobre as várias representações da mulher no romance Jubiabá, de Jorge Amado (1976), cujo enredo se insere na sociedade do início do século XX na Bahia. Por meio de uma análise bibliográfica de autores como Perrot (1991; 2005), Buriti (2004), Stearn (2007), Carneiro (2000), Foucault (1986), dentre outros, busca-se entender como são representados os papeis sociais femininos inseridos dentro de uma sociedade marcadamente patriarcalista. A partir de diferentes personagens femininos, Jorge Amado discute sobre as representações da mulher branca de elite, da mulher negra, pobre, refletindo os ditames sociais em relação à maternidade, trabalho e desejo sexual. Com base na análise, pode-se perceber que o autor dá vez a uma classe menos favorecida, retratando os conflitos sociais inerentes às relações entre homens e mulheres. Nesse espaço, a subversão às regras sociais tem importante destaque como reflexão do poder de liberdade da mulher.


Palavras-chave


Jubiabá; Jorge Amado; representações; gênero; literatura

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, Júlia Valentina da Silveira Lopes de. O livro das noivas. São Paulo: Francisco Alves, 1986.

AMADO, Jorge. Jubiabá: romance; ilustrações de Carybé. 32. ed. Rio de Janeiro, Record, 1976.

BELLINE, Ana Helena Cizotto. Representações do feminino em Jorge Amado. In: GOLDSTEIN, Norma Seltzer (org.). Cadernos de leituras: a literatura de Jorge Amado: orientações para o trabalho em sala de aula. Companhia das letras, s-d. Disponível em: . Acesso em: 10.09.14.

BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: _______. Magia e técnica, arte e política. Obras Escolhidas 1. São Paulo: Brasiliense, 1986.

BURITI, Iranilson. Espaços de Eva: A mulher, a honra e a modernidade no recife dos anos 20 (século XX). Revista História Hoje. São Paulo, nº 5, 2004. ISSN 1806.3993. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2007.

CAMPOS, Maria Consuelo Cunha. Representações da mulher negra na literatura brasileira. Anais do XII Seminário Nacional Mulher e Literatura. UESC. 2007. Disponível em: < http://www.uesc.br/seminariomulher/anais/PDF/Mesas/Maria%20 Consuelo %20Cunha%20Campos.pdf>. Acesso em: 16.09.14.

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. 9. Ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.

CARNEIRO, Henrique. A igreja, a medicina e o amor: práticas moralistas da época moderna em Portugal e no Brasil. São Paulo: Xamã, 2000.

DIAS, Maria Odila Leite da Silva (coord.). Modos de ser femininos, relações de gênero e sociabilidades no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2007.

DURAND, Gilbert. A imaginação simbólica. Lisboa: edições 70, 1993.

FALCI, Miridan Konx. Mulheres do sertão nordestino. In: PRIORE, Mary del (org.). História das mulheres no Brasil. 8 ed. São Paulo: Contexto, 2006.

FOUCAULT, M. A Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense, 1986.

FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. 40 ed., São Paulo: Record, 2000.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

IMAGEM 1. Capa do livro Jubiabá, de Jorge Amado. 1935. Disponível em: . Acesso em: 15.09.14.

PERROT, Michelle (org.). As mulheres ou os silêncios da história. Trad. Viviane Ribeiro. Bauru, SP: EDUSC, 2005.

PERROT, Michelle (org.). História da vida privada, 4: da Revolução Francesa à Primeira Guerra. Tradução: Denise Bottman e Bernardo Joffily. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

PORTO-CARRERO, J. P. apud CAULFIELD, S. Em defesa da honra: moralidade, modernização e nação no Rio de Janeiro (1918-1940). Campinas: Unicamp, 2000.

STEARNS, Peter N. História das relações de gênero. São Paulo: Contexto, 2007.

VAZ, Eulalia. Sciencia no lar moderno. 1912. Disponível em: . Acesso em: 13 ag. 2011.




DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2015.2461



 

HOLOS IN THE WORLD