EXPERIÊNCIAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO REALIZADAS NO CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA DO INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE – CAMPUS ARAQUARI

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15628/rbept.2020.7502

Resumo

Os Estágios Supervisionados foram regulamentados na década de 1970, considerando que havia um sério debate nas instituições escolares sobre as atribuições a serem assumidas pelos estagiários. Nesse contexto ocorria que os profissionais eram substituídos por estagiários que recebiam baixas remunerações por possuírem formação incompleta. Com a promulgação da Lei nº 11.788 de setembro de 2008, a prática de Estágio Supervisionado foi regulamentada e estabeleceu o caráter educacional dessa atividade formativa. Assim sendo, visa à formação e a inserção do acadêmico na prática profissional de professor, constituindo-se uma referência de conhecimento para o futuro docente e uma oportunidade que as instituições de ensino oferecem para o desenvolvimento de práticas pedagógicas para além da sala de aula; é neste momento que o futuro professor faz sua inserção e reflexões iniciais sobre a profissão. Dito isto, o presente artigo tem como finalidade analisar as experiências de Estágio Supervisionado obrigatório, realizadas no curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal Catarinense – Campus Araquari. Para isso, fazemos uma abordagem histórica de constituição do curso, para em seguida debater sobre a concretização do Estágio Supervisionado, descrevendo sua forma de realização, bem com abordando os principais temas e práticas desenvolvidos pelos acadêmicos do referido curso.

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Biografia do Autor

Marilândes Mól Ribeiro de Melo, Instituto Federal catarinense

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGe) da Universidade Federal de Santa Catarina, com estudo desenvolvido na Linha de Pesquisa Sociologia e História da Educação (2014). Mestre em Educação (2008) e Licenciada em Pedagogia (2005) pela Universidade Federal de Santa Catarina com habilitação em Supervisão Escolar e Séries Iniciais. Desenvolveu pesquisa na Linha: Educação, História e Política. Professora em caráter temporário na Universidade Federal de Santa Catarina e com experiência na Rede Estadual de Ensino do Estado de Santa Catarina. Possui experiência na área de educação específica, com ênfase na Pedagogia Hospitalar (Atendimento Escolar Hospitalar). Temas de interesse: Socialização profissional, Intelectuais e projetos educacionais, Instituições de pesquisa e professores, organização escolar. Membro do Grupo de Pesquisa, Ensino e Formação de educadores em Santa Catarina desde 2003 (GPEFESC). Atualmente participa de estudos sobre o Intelectual Pierre Bourdieu desenvolvidos pelo GPEFESC na Universidade Federal de Santa Catarina. Membro do Grupo de Pesquisa LABORATÓRIO DE PESQUISAS SOCIOLÓGICAS PIERRE BOURDIEU (LAPSB). Atualmente é professora no Instituto Federal Catarinense - Câmpus Araquari e coordenadora do Grupo de Pesquisa Saberes, Fazeres e Discursos da Docência.

Anelise Grunfeld De Luca, Instituto Federal catarinense - campus Araquari

Licenciatura Curta Ciências Naturais e Exatas (1991), UNIJUÍ/RS, Licenciatura Plena Ciências/Química (1994), UNIJUÍ/RS, Especialização Lato Sensu Ensino de Química (1997), UNIJUÍ/RS, Mestrado Em Educação e Cultura pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2002), UDESC/SC e doutora em Educação em Ciências Química da Vida e Saúde/UFRGS (2018). Atualmente é professora no Instituto Federal Catarinense - Câmpus Araquari/SC, nas disciplinas: Metodologia do Ensino de Química, História e epistemologia da Química, Estágio Supervisionado. Tem experiência e pesquisa na área do Ensino de Ciências e Ensino de Química.

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Publicado

29/03/2020

Como Citar

DE MELO, Marilândes Mól Ribeiro; DE LUCA, Anelise Grunfeld. EXPERIÊNCIAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO REALIZADAS NO CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA DO INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE – CAMPUS ARAQUARI. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [S. l.], v. 1, n. 18, p. e7502, 2020. DOI: 10.15628/rbept.2020.7502. Disponível em: https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/RBEPT/article/view/7502. Acesso em: 27 maio. 2024.

Edição

Seção

ARTIGOS