CONTRIBUIÇÕES DOS ESTUDOS DO COTIDIANO À REFLEXÃO SOBRE SER/TORNAR-SE ESTUDANTE: PERTENCIMENTO E EXCLUSÃO NO ESPAÇO-TEMPO DA ESCOLA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15628/holos.2018.5257

Palavras-chave:

Estudos do cotidiano, Identidade, Exclusão

Resumo

Neste artigo, debateremos os sentidos produzidos em torno das vivências escolares por estudantes com dificuldades de leitura e escrita de uma escola pública do estado da Paraíba. Para tanto, foi utilizada a abordagem dos estudos do cotidiano para compreender os sentidos dos fazeres, deveres e saberes conduzidos/as pelos/as discentes em torno do processo de ser/tornar-se estudante. Os resultados apontam para a compreensão de que os processos de aprender e ensinar apresentam-se imbricados pela construção de sentidos à permanência na escola e sentimentos de pertença que não se encerram nos conteúdos disciplinares dispostos nos currículos. Dessa forma, é nossa intenção questionar os mecanismos sutis de exclusão escolar e, nesse sentido, refletir sobre o papel da escola em uma perspectiva inclusiva.

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Biografia do Autor

Paula Almeida Castro, Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

Graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2003). Mestrado (2006) e Doutorado em Educação (2011) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professora da Universidade Estadual da Paraíba - Centro de Educação. Orientadora de Mestrado no Programa de Pós Graduação em Formação de Professores. Coordenadora Institucional do PIBID/UEPB. Líder do Grupo de Pesquisa Observatório de Pesquisas e Estudos Multidisciplinares (OPEM) e Pesquisadora associada do Núcleo de Etnografia em Educação (NETEDU/ UERJ). Estudos desenvolvidos na área de Psicologia e Educação utilizando a pesquisa etnográfica com ênfase nos processos de tornar-se aluno, formação de professores, identidade, pertencimento, resiliência.

Marcio Rodrigo Vale Caetano, Universidade Federal do Rio de Grande - FURG

Líder do Nós do Sul: Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Identidades, Currículo e Culturas. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com mestrado e doutorado em educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Como parte dos estudos de pós-graduação, realizou estágio no Programa de Estudios Feministas do Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades da Universidad Nacional Autónoma de México (CEIICH- UNAM). Professor de Políticas Públicas da Educação no Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande - FURG, orienta investigações desenvolvidas nos Programas de Pós-graduação em Educação e em História. Dentre os temas de interesse e de pesquisa estão: 1. gênero e sexualidades; 2. desigualdades e marcadores sociais de diferenças 3. teorias feministas e queer; 4. educação e currículo e 5. população Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti e Transexual. É editor da Revista Momento: diálogos em educação. Entre 2013 e 2014, ocupou a secretaria executiva da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura - ABEH - e a suplência no Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Treyce Ellen Silva Goulart, Universidade Federal Fluminense - UFF

Doutoranda em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU) da Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2014-2016), formada pela mesma Instituição em História Bacharelado, no ano de 2010. Atuou como presidente do Centro Acadêmico de História "Angelina Gonçalves" na gestão 2008-2009. Atuou como coordenadora adjunta do Programa de Extensão PROEXT/MEC/SESu 2012-13 Comunidades FURG - COMUF. Em 2013, foi coordenadora acadêmica do Programa de Apoio ao Ingresso aos Ensinos Técnico e Superior - PAIETS Indígena e Quilombola: Novas conexões de saberes. É membro do Nós do Sul Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Identidades, Currículos e Culturas e possui área de pesquisa e interesse no estudo de Relações Étnico-raciais, Interseccionalidade de Gênero, Raça e Classe, Feminismos das mulheres negras, Decolonialidade e Intelectualidade Negra. Tem experiência na execução de formações e oficinas/mini cursos relacionadas/os à efetivação da Lei 10.639/03, feminismos das mulheres negras e decolonialidade.

Amanda Motta Ângelo Castro, Universidade Federal do Rio de Grande - FURG

Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande/FURG. Doutora em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS (2015), com estágio sanduíche na Universidad Autonoma Metropolitana del México - UAM, no departamento de Antropologia, sob a orientação da Dra.Elí Bartra. É mestra em Educação (2011); Especialista em Psicopedagogia (2002); Licenciada em Pedagogia (2000) e graduanda em Filosofia (2015). Educadora Popular e Militante de Movimentos sociais. Possui experiência na Educação Básica, Educação de Jovens e Adultos, Projetos Sociais, Ensino Superior, Pesquisa e Extensão. Com o olhar na América Latina, tem-se ocupado em pesquisar os processos de produção do conhecimento de mulheres artesãs buscando analisar a complexidade dessas aprendizagens articulando Educação Popular e Estudos Feministas.

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Publicado

01/11/2018

Como Citar

Castro, P. A., Caetano, M. R. V., Goulart, T. E. S., & Castro, A. M. Ângelo. (2018). CONTRIBUIÇÕES DOS ESTUDOS DO COTIDIANO À REFLEXÃO SOBRE SER/TORNAR-SE ESTUDANTE: PERTENCIMENTO E EXCLUSÃO NO ESPAÇO-TEMPO DA ESCOLA. HOLOS, 4, 156–171. https://doi.org/10.15628/holos.2018.5257

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