AVALIAÇÃO DE SISTEMA DE COLUNAS PARA REMEDIAÇÃO DE BIOGÁS A PARTIR DE BIOMASSA NÃO DIGERIDA

Autores

  • Vinicius Pereira Escola de Engenharia de Lorena (EEL) - Universidade de São Paulo (USP)
  • Jose Mario Ferreira Junior University of Surrei (Pos-doc) http://orcid.org/0000-0003-4295-6417
  • Gustavo Aristides Santana Martinez Escola de Engenharia de Lorena (EEL) - Universidade de São Paulo (USP) http://orcid.org/0000-0002-7870-9269
  • Celia Regina Tomachuk Escola de Engenharia de Lorena (EEL) - Universidade de São Paulo (USP)

DOI:

https://doi.org/10.15628/holos.2015.2688

Palavras-chave:

dióxido de carbono, hidróxido de bário, biogás, biomassa

Resumo

O biogás é produto de reações de biomassa e constitui um combustível gasoso em temperatura ambiente, com conteúdo energético elevado comparável aos combustíveis de origem fósseis e semelhante ao gás natural. Devido a seu poder energético pode ser utilizado para geração de energia elétrica, térmica ou mecânica, levando a redução dos custos de produção. O processo de biodigestão anaeróbia consiste em metabolizar substâncias orgânicas complexas produzindo metano, dióxido de carbono, gases em menor quantidade (sulfídrico e hidrogênio) e material celular. Como subproduto da produção de metano, o dióxido de carbono é o que apresenta maior quantidade, e por ser um gás não-inflamável, pode ser definido como um subproduto indesejável da produção de biogás. Este trabalho teve como objetivo separar o dióxido de carbono, produzido na fermentação anaeróbica, por precipitação em reação com hidróxido de bário; o produto gerado é o carbonato de bário, o qual é tóxico e utilizado por diferentes indústrias. O processo adotado objetiva encontrar uma metodologia e aproveitar economicamente o dióxido de carbono gerado em biodigestores diminuindo o efeito estufa provocado pela emissão do mesmo no meio ambiente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Vinicius Pereira, Escola de Engenharia de Lorena (EEL) - Universidade de São Paulo (USP)

Graduando em Engenharia Química

Jose Mario Ferreira Junior, University of Surrei (Pos-doc)

Bacharel, Licenciado e com atribuições tecnológicas em Química pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (2004). Mestre e Doutor em Ciências na área de tecnologia nuclear pelo IPEN - USP na área de eletroquímica (2014). Especialista em revestimentos de conversão e galvanoplastia aplicados em aços automotivos de baixa liga. Atuou como professor educador na Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo, no curso de Licenciatura em Ciências (2014). Atualmente é pós doutorando na Universidade de Surrey na Inglaterra onde vem se especializando na análise de caracterização de superfícies, principalmente no desenvolvimento e caracterização de filmes finos híbrido e orgânicos. Nesta linha de desenvolvimento e caracterização tem focado no uso de técnicas de caracterização de superfícies como Espectroscopia de Fotoelétrons Excitados por raios (XPS) and Time-of-Flight Secondary Ion Mass Spectrometry (TOF-SIMS) consideradas técnicas analíticas de vanguarda. Tem experiência na área de Engenharia de Materiais, com ênfase em Corrosão, atuando principalmente nos seguintes temas: revestimento metálicos, eletroquímica e processos alternativos que não geram rejeitos tóxicos e atuando principalmente nos seguintes temas: Físico-Química de materiais, educação ambiental, física no ensino médio pré-vestibulares, química e ensino.

Gustavo Aristides Santana Martinez, Escola de Engenharia de Lorena (EEL) - Universidade de São Paulo (USP)

Possui graduação em Administração pela Universidade Metodista de São Paulo (2012), graduação em Engenharia de Operação Mecânica pela Universidade Braz Cubas (1982), mestrado (1993) e doutorado (1998) em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP. Atualmente é parecerista do Guia do Estudante da Editora Abril, Diretor do Instituto Brasileiro de Trefilação, Presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Lorena, Coordenador do escritório da Agência USP de Inovação em Lorena, Coordendor do Polo de EAD USP/UNIVESP-Lorena e Professor Associado da Escola de Engenharia de Lorena-USP. Tem experiência na área de Administração e Engenharia Mecânica, com ênfase em Conformação. Atua principalmente nos seguintes temas: solução inventiva de problemas, ensino da engenharia, trefilação, conformação mecânica, tribologia e lubrificação.

Celia Regina Tomachuk, Escola de Engenharia de Lorena (EEL) - Universidade de São Paulo (USP)

Graduada em Química Industrial e Licenciatura Em Ciências - Habilitação Química pela Universidade Metodista de Piracicaba. Mestre e Doutora em Engenharia na área de Materiais e Processos de Fabricação pela Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP tendo realizado doutorado duplo na Università degli Studi di Ancona, Ancona, Itália e com pós-doutorados realizados na UNICAMP, Università degli Studi di Napoli "Federico II", Itália, e no Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares. Atualmente é professor doutor na Escola de Engenharia de Lorena, Universidade de São Paulo, atuando no Departamento de Ciências Básicas e Ambientais. Tem experiência na área de Materiais, com ênfase em Eletroquímica e Corrosão, atuando principalmente nos seguintes temas: revestimento metálicos, eletroquímica, resíduos sólidos e processos alternativos que não geram rejeitos tóxicos.

Referências

AULIVE – http://aulive.com . Acessado em 7 de janeiro de 2015.

BACCAN, N. et al. Química Analítica Quantitativa Elementar. São Paulo: Edgard Blücher; Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 1979.

CASTANON, N.J.B. Biogás, originado a partir dos rejeitos rurais. Trabalho na disciplina: Biomassa como fonte de energia - Conversão e utilização. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2002. 66p.

CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo, Biogás. http://www.cetesb.sp.gov.br/mudancas-climaticas/biogas/Biog%C3%A1s/17-Defini%C3%A7%C3%A3o. Acessado em 25 de novembro de 2014.

CRAVEIRO, A.M. Considerações sobre projetos de plantas de biodigestão – Digestão anaeróbica aspectos teóricos e práticos. I Simpósio Latino-Americano sobre a produção de Biogás a partir de resíduos orgânicos, São Paulo, dezembro de 1982.

HARRIS, D. C. Análise Química Quantitativa: 6ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2005.

MACCARTY, P.L., MOSEY, F.E. Modelling of anaerobic digestion process (a discussion of concepts). Water Science and Technology, v. 24, p. 17-33, 1991.

MARTINEZ, G.A.S., FERREIRA Jr, J.M., TOMACHUK, C.R., Avaliação de biodigestores residenciais construídos com garrafas PET, 2014 (em fase de revisão).

MEREGE, R.V. Estratégias para Medição de Biogás e Degradabilidade da Matéria Orgânica em Reatores Anaeróbicos. São Carlos, 2011. Monografia apresentada ao curso de graduação em Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, 2011.

METZ, H.L. Construção de um Biodigestor Caseiro para a Demonstração da Produção de Biogás e Biofertilizante em Escolas Situadas em Meios Urbanos. Lavras, 2013. Monografia apresentada à Universidade Federal de Lavras, 2013.

MORAES, P.B. Digestão anaeróbica. Departamento de Tecnologia em Saneamento Ambiental, Centro Superior de Educação Tecnológica, UNICAMP Limeira. (http://webensino.unicamp.br/disciplinas/ST502-293205/apoio/9/digest_o_anaer_bia.pdf). Acessado em 06 de janeiro de 2015.

MORITA, T.; ASSUMPÇÃO, R, M. V. Manual de soluções reagentes e solventes: padronização, preparação, purificação. 2. ed. São Paulo: E. Blücher, 1976, 627 p.

MURTO, M., BJORNSSON, L., MATTIASSON, B. Impact of Food industrial waste on anaerobic co-digestion of sewage sludge and pig mature. Journal of Environmental Management, v. 70, p. 101-107, 2004.

OHWEILER, O. A. Química analítica quantitativa. 2. ed. Rio de Janeiro: Livros técnicos e científicos. v. 2, 1976, 664p.

OLIVEIRA, L.R.P., Biodigestor, Seminários Técnicos de Suinocultura, VII Simpósio Goiano de Avicultura e II Simpósio Goiano de Suinocultura. Goiânia, Goiás, 13 a 15 de setembro de 2005.

PREGNOLATTO, W., PREGNOLATTO, N. Métodos químicos e físicos para análise de alimentos. In: Normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz. 3. ed. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 1985. v. 1.

RIBEIRO, D. S. DETERMINAÇÃO DAS DIMENSÕES DE UM BIODIGESTOR EM FUNÇÃO DA PROPORÇÃO GÁS/FASE LÍQUIDA. HOLOS, ano 27, v. 1, p. 49, 2011.

SAKA, V. Biodigestor compacto. Patente BR102013021110A2, 4 de novembro de 2013.

HONDA, T. Aperfeiçoamento em biodigestor anaeróbico utilizado para captação de biogás. Patente BRPI0703021A2, 9 de fevereiro de 2009.

VOGEL, A. I. Análise inorgânica quantitativa: Incluindo análise instrumental elementar. Rio de Janeiro: Guanabara, 4º. Ed, 1981, 690p.

YADVIKA; SANTOSH; SREEKRISHNAN, T. R.; KOHLI, S.; RANA, V. Enhancement of biogas production from solid substrates using different techniques – a review. Bioresource Technology, v. 95, p. 1-10, 2004.

Downloads

Publicado

13/01/2016

Como Citar

Pereira, V., Ferreira Junior, J. M., Martinez, G. A. S., & Tomachuk, C. R. (2016). AVALIAÇÃO DE SISTEMA DE COLUNAS PARA REMEDIAÇÃO DE BIOGÁS A PARTIR DE BIOMASSA NÃO DIGERIDA. HOLOS, 8, 242–251. https://doi.org/10.15628/holos.2015.2688

Edição

Seção

ARTIGOS

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)