COMPARAÇÃO DA QUALIDADE SANITÁRIA ENTRE AMOSTRAS DE Peumus boldus Molina INDUSTRIALIZADAS E ARTESANAIS DO MUNICÍPIO DE CURRAIS NOVOS, RN.

Fabio Gonçalves Macêdo de Medeiros, Francisco Angelo Gurgel da Rocha, Uliana Karina Lopes de Medeiros, Leandro Ícaro Santos Dantas, Luís Otávio de Araújo, Magnólia Fernandes Florêncio de Araújo

Resumo


As plantas medicinais, embora constituam válida vertente da Medicina Tradicional, quando mal utilizadas representam risco potencial a saúde humana. O consumo de produtos contaminados pode gerar intoxicações diversas por subprodutos advindos de microrganismos patogênicos. O presente trabalho objetivou a avaliação da qualidade microbiológica de amostras de Peumus boldus Molina artesanais, comercializadas na feira popular, e compará-la com a qualidade microbiológica de amostras da mesma espécie industrializadas, comercializadas no comércio varejista local. Foram quantificados: aeróbios mesófilos (ágar Padrão de Contagem, 35±1°C/24h), coliformes totais/Escherichia coli (teste presuntivo: caldo LST, 35±0,5°C/24-48±2; CT: caldo VB, 35±0,5°C/24-48±2; E. coli: caldo EC, 44,5±0,2°C/24±2h; ágar L-EMB, 35±0,5°C/24±2h), bolores e leveduras (ágar Batata Dextrosado Acidificado, 25±1°C/5 dias) e Staphylococcus aureus (ágar Baird-Parker, 35-37°C/24±2h). Para a confirmação de E. coli, colônias foram submetidas às provas bioquímicas da série IMViC. A E. coli estava presente em 10% das amostras, o S. aureus em 50%, bolores e leveduras em 80% e aeróbios mesófilos em 100% das amostras analisadas. O estudo revelou que a tanto amostras industrializadas quanto artesanais não estavam de acordo com as recomendações de padrões sanitários e microbiológicos adequados para o comércio, caracterizando-se como riscos potenciais à Saúde Pública.

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DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2012.827



 

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