VARIAÇÕES GRANULOMÉTRICAS, MINERALÓGICAS E ALCALINAS EM RESÍDUOS INERTIZADOS DA HYDRO ALUNORTE

Autores

  • Erika Raiol Pinheiro IFPA
  • Oscar Jesus Choque Fernandez IFPA
  • Emanoelly Valente Margalho
  • Paulo Jonas
  • Josivaldo Chaves Costa

DOI:

https://doi.org/10.15628/holos.2017.6401

Palavras-chave:

lama vermelha, camadas inertizadas, granulometria, caracterização.

Resumo

A lama vermelha (LV), resíduo da etapa de clarificação do processo Bayer, possui milhões de toneladas acumuladas em extensas áreas por muitos anos. Para melhor aproveitamento deste resíduo é importante conhecer suas propriedades físicas e mineralógicas em todas as camadas inertizadas. Neste estudo foram avaliadas as variações granulométricas, mineralógicas e alcalinas da lama vermelha da Hydro Alunorte, ao longo de suas camadas inertizadas em um perfil de até 2 m de profundidade por meio de técnicas de caracterização de materiais como: sedimentação, difração de Raios-X e análise de pH. As análises mostram que o resíduo possui granulometria predominantemente na fração silte, ainda com frações menores de argila e areia. Apresentam hematita, goethita, gibbsita, sodalita e anatásio como fases majoritárias. O pH mostra a LV com uma variação de pH de 10,8 a 11,7 fortemente alcalino. O perfil apresentou variações tanto para alcalinidade como para a granulometria, assim como de um ponto para outro na bacia de rejeitos. Mineralogicamente, o perfil das camadas inertizadas apresentou regularidade das fases predominantes. As variações de granulometria e pH foram influenciadas pela topografia da bacia, devido as variações altimétricas, erosões e deslizamentos provocados pelas chuvas e ventos. A alcalinidade e granulometria, analisadas no tempo atual, podem apresentar outros resultados em outro período de estudo. Enquanto que, a mineralogia presente ao longo do depósito  e em profundidade, com os fenômenos  citados acima permanecem potencializando a mesma.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

Antoniassi. J. L. (2010). A difração de raios x com o método de Rietveld aplicada à bauxitas de porto de trombetas. PA. Dissertação de mestrado. USP, São Paulo.

Antunes, M.L.P., Da Conceição, F.T., & Navarro, G.R.B. (2011). Caracterização da Lama Vermelha Brasileira (Resíduo do Refino da Bauxita) e Avaliação de suas Propriedades para Futuras Aplicações. 3rd International Workshop Advances in Cleaner Production, São Paulo.

Braga, R. M. Q. L. (2010). A utilização de uma camada de solo compactado como revestimento impermeabilizante de fundo de bacias de disposição de lama vermelha produzida em Barcarena-PA. Tese de doutorado. Universidade Federal do Pará. Instituto de Geociências, Belém – PA.

Brunori, C., Cremisini, C., Massanisso, P., Pinto, V., Torricelli, L. (2005). Reuse of a treated red mud bauxite waste: studies on environmental compatibility, Journal of Hazardous Materials, v. 117, n.1, pp. 55-63.

Camargo, O.A; Moniz, A.C; Jorge, J.A; Valadares, J.M.A.S. (2009). Métodos de análise química, mineralógica e física de solos do Instituto Agronômico de Campinas. Campinas, Instituto Agronômico. 77 p. (Boletim técnico, 106, edição revisada e atualizada).

Costa, J. C. (2015). Variações químico mineralógicas em camadas inertizadas de lama vermelha da Hydro Alunorte. Trabalho de conclusão de curso. IFPA, Belém.

Erdócia, F. A. B. (2011). Difração de Raios X em Minerais de Bauxita e Análise através de Refinamento pelo Método de Rietveld. Dissertação de Mestrado (pg. 1 – 2), UFPA. Belém.

Hildebrando, E. A.; Souza, J.A.S; Neves, R.F. (2006). Influência do tipo de argila nas propriedades físicos-mecânicas de corpos cerâmicos obtidos com lama do processo Bayer. CBECIMAT – Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, Foz do Iguaçu.

Hind, A. R., Bhargava, S. K., & Grocott, S. C. (1999). The surface chemistry of Bayer process solids: a review Colloids and Surfaces A: Physicochemical and Engineering Aspects. 359-374.

Kotschoubey, B., Calaf, J.M. C., Lobato, A. C.C., Leite, A. S., & Azevedo., C. H. D. (2005). Caracterização e gênese dos depósitos de bauxita da província bauxifera de Paragominas, noroeste da bacia do Grajaú, nordeste do Pará/oeste do Maranhão. In: Onildo Marini, Emanuel Teixeira Queiroz e Benedicto Waldir Ramos. (Org) Caracterização de Depósitos Minerais em Distritos mineiros da Amazônia. 1ed. Brasília: DNPM – CT/MINERAL – ADIMB, v. 1, p. 691 – 782.

NBR 10.004/2004. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas.

NBR 7181/88. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Pradhan, J., Das, S. N., Das, J., Rao, S. B., & Thakur, R.S. (1996). Characterization of Indian red muds and recovery of their metal values”, Light Metals, pp. 87-92.

Rivas, J.M., Galdino, L.G., Vasconcelos, N.S.L.S., Paiva, A.E.M., Cabral, A.A., & Angélica, R.S. (2010). Estudo do comportamento térmico e propriedades físico-mecânicas da lama vermelha. vol. 15 n?3, pp. 445 – 460. Rio de Janeiro: Revista Matéria.

Sampaio, J. A.; Andrade, M. C. & Dutra, A. J. B. (2005). Comunicação Técnica elaborada para Edição do Livro Rochas & Minerais Industriais: Usos e Especificações. Pág. 279 a 304. CETEM, Rio de Janeiro.

Santos, C.G.M; Passos, F.A.C.M; Silva; A. A. S.; Barbato, C;N; Sampaio, J.A.;.Garrido, F. M. S; Silva, F. A. N. G . Estudo de Síntese e Transição entre as Fases Zeolíticas Sodalita e Cancrinita. HOLOS, Ano 30, Vol. 3 - Edição Especial - XXV ENTMME / VII MSHNT.

Silva filho, E. B., Alves, M. C. & Da Motta, M. (2007). Lama Vermelha da indústria de beneficiamento de alumina: produção, características, disposição e aplicações alternativas. São Paulo.

Villar, L. F de S. (2002). Estudo do adensamento e ressecamento de resíduos de mineração e processamento de bauxita. 443 p. (Doutorado em Engenharia Civil) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Yalçin, N., Sevinç, V. (2000). Utilization of bauxite waste in ceramic glazes, Ceramics International, n 26, pp. 485-493.

Downloads

Publicado

05/12/2017

Como Citar

Pinheiro, E. R., Fernandez, O. J. C., Margalho, E. V., Jonas, P., & Costa, J. C. (2017). VARIAÇÕES GRANULOMÉTRICAS, MINERALÓGICAS E ALCALINAS EM RESÍDUOS INERTIZADOS DA HYDRO ALUNORTE. HOLOS, 6, 50–59. https://doi.org/10.15628/holos.2017.6401

Edição

Seção

ARTIGOS

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)