ANÁLISE ESTATÍSTICA DA NÃO ESTACIONARIEDADE DE SÉRIES TEMPORAIS DE VAZÃO MÁXIMA ANUAL DIÁRIA NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARDO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15628/holos.2016.4892

Palavras-chave:

Hidrologia, Uso do solo, Teste de tendência, Ponto de mudança

Resumo

Nos últimos anos, a variabilidade climática e o uso desordenado do solo têm impactado vários componentes do ciclo hidrológico em muitas regiões em todo o mundo, fazendo com que as séries hidrológicas deixem de ser estacionárias. Este trabalho tem por finalidade identificar se as vazões máximas anuais diárias da bacia hidrográfica do Rio Pardo apresentam comportamento não estacionário e o principal motivo de tal fator. Os dados pluviométricos e fluviométricos de vazão foram obtidos a partir do banco de dados históricos disponibilizados pela Agência Nacional de Águas (ANA), entre os anos de 1941 a 2013. Os dados de uso do solo (1940 a 2010), para caracterização da área antropizada são provenientes do Grupo de Pesquisa em Interação Atmosfera-Biosfera da UFV. Os testes estatísticos empregados para a identificação da não estacionariedade foram os testes não paramétricos de Mann-Kendall e Spearman Rho, além do teste de Pettitt para localizar o ponto de ruptura na série. Foi identificada uma tendência crescente na série de vazão anual máxima diária do Rio Pardo, logo, esta não se caracterizou como estacionária. Como os eventos de precipitação estão estatisticamente estacionários, a substituição da vegetação natural, representa um dos principais fatores do comportamento da série de vazão máxima não ser mais estacionária.

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Biografia do Autor

Cleber Assis dos Santos, Universidade Federal de Viçosa

Mestrando em Meteorologia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa, Bacharel em Meteorologia pela Universidade Federal do Pará e Graduado em Ciências Naturais com habilitação em Física pela Universidade do Estado do Pará. Especialista em Agriculturas Amazônicas e Desenvolvimento Agroambiental pelo Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural - NCADR da UFPA. Integrante do Grupo de Pesquisa em Estudos e Modelagem Hidroambientais da UFPA/IG e de Agrometeorologia e Gestão de Risco Climático da EMBRAPA Amazônia Oriental

Aline Maria Meiguins de Lima, Universidade Federal do Pará

Doutora em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pela Universidade Federal do Pará – UFPA, Belém-PA

Monique Helen Cravo Soares Farias, Universidade do Estado do Pará

Mestre em Ciências Ambientais pala Universidade do Estado do Pará – UEPA, Belém-PA

Uilson Ricardo Venâncio Aires, Universidade Federal de Viçosa

Mestrando em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa – UFV, Viçosa-MG

Edivaldo Afonso de Oliveira Serrão, Universidade Federal de Campina Grande

Mestrando em Meteorologia pela Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Campina Grande-PB

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Publicado

12/11/2016

Como Citar

Santos, C. A. dos, Lima, A. M. M. de, Farias, M. H. C. S., Aires, U. R. V., & Serrão, E. A. de O. (2016). ANÁLISE ESTATÍSTICA DA NÃO ESTACIONARIEDADE DE SÉRIES TEMPORAIS DE VAZÃO MÁXIMA ANUAL DIÁRIA NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARDO. HOLOS, 7, 179–193. https://doi.org/10.15628/holos.2016.4892

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