PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO RÁPIDA DE RIOS (PAR) APLICADO AO TRECHO URBANO DO RIO PARNAÍBA NA CIDADE DE TERESINA, PIAUÍ, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.15628/geoconexes.2026.18935Palavras-chave:
rio Parnaíba, qualidade ambiental, educação ambiental, impactos antrópicosResumo
Os rios urbanos desempenham funções essenciais na manutenção dos ecossistemas e na qualidade de vida das populações. No entanto, esses ambientes têm sido fortemente impactados por processos de urbanização desordenada. Este estudo teve como objetivo analisar a qualidade ambiental de três trechos do Rio Parnaíba, localizados na zona urbana de Teresina, capital do estado do Piauí. A investigação foi desenvolvida com base em uma abordagem metodológica que combinou revisão bibliográfica, observações sistemáticas em campo e a aplicação do Protocolo de Avaliação Rápida de Rios (PAR), ferramenta amplamente utilizada para análises rápidas de ecossistemas fluviais. A partir dessa metodologia, buscou-se diagnosticar o estado de conservação do rio em diferentes áreas da cidade, bem como identificar os principais impactos decorrentes das atividades antrópicas, como urbanização desordenada, lançamento de efluentes e supressão da vegetação ripária. Além do diagnóstico ambiental, o trabalho também reforça a importância da integração entre planejamento urbano, educação ambiental e gestão participativa, destacando a necessidade de uma atuação conjunta entre poder público, sociedade civil e instituições de pesquisa. Os resultados obtidos permitiram identificar padrões distintos de degradação e conservação nos trechos analisados, os quais serão apresentados e discutidos ao longo do trabalho. A análise ressalta, ainda, a relevância de medidas integradas e multissetoriais para garantir a sustentabilidade do Rio Parnaíba e a melhoria da qualidade de vida da população que depende diretamente de seus serviços ecossistêmicos.
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Atlas Brasil: abastecimento urbano de água. Brasília: ANA, 2012. Disponível em: https://www.gov.br/ana. Acesso em: 02 ago. 2025.
ALMEIDA, R. R.; LIMA, C. M. Protocolo de Avaliação Rápida de Rios (PAR): Aplicação em ecossistemas aquáticos. Brasília: IEMA, 2019. Disponível em: https://iema.org.br. Acesso em: 05 ago. 2025.
ALLAN, J. D. Landscapes and riverscapes: The influence of land use on stream ecosystems. Annual Review of Ecology, Evolution, and Systematics, v. 35, p. 257–284, 2004. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev.ecolsys.35.120202.110122. Acesso em: 05 ago. 2025.
BARBOUR, M. T. et al. Rapid bioassessment protocols for use in streams and wadeable rivers: periphyton, benthic macroinvertebrates and fish. 2. ed. Washington: U.S. Environmental Protection Agency, 1999. Disponível em: https://www.epa.gov/sites/default/files/2015-06/documents/2009_01_14_rbp_2009_rbp2009_complete.pdf. Acesso em: 05 ago. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de saneamento. 3. ed. Brasília: FUNASA, 2006. Disponível em: https://www.funasa.gov.br/site/wp-content/files_mf/manual_msd3_2.pdf. Acesso em: 05 ago. 2025.
CASTRO, M. A.; SILVA, F. J. Influência dos recursos hídricos no desenvolvimento urbano de Teresina. Revista de Geografia e Meio Ambiente, v. 22, n. 1, p. 102–117, 2017. Disponível em: https://revistas.ufpi.br/index.php/geografia/article/view/13080. Acesso em: 05 ago. 2025.
COSTA, E. L.; RODRIGUES, F. S. Participação social e gestão hídrica: Estudo de caso em bacias urbanas. Cadernos Metrópole, v. 23, n. 51, p. 629–652, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/2236-9996.2021-5107. Acesso em: 05 ago. 2025.
CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T. Geografia física. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
DOLÉDEC, S.; STATZNER, B. Responses of freshwater biota to human disturbances: Contributions of J-NABS to developments in ecological integrity assessments. Journal of the North American Benthological Society, v. 29, n. 1, p. 286–311, 2010. DOI: https://doi.org/10.1899/08-090.1. Acesso em: 05 ago. 2025.
ESTEVES, F. A. Fundamentos de limnologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2011. Disponível em: Gnose: 2011 - Esteves - Fundamentos de Limnologia, 3ª ed. Acesso em: 05 ago. 2025.
GOMES, T. P. et al. Avaliação da qualidade da água em trechos urbanos do rio Parnaíba. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, v. 28, n. 3, e14, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/2318-0331.282320220033. Acesso em: 05 ago. 2025.
GUERRA, Antonio José Teixeira; SILVA, Adenauer Marcelino da. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 5. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/HzVFmgSwLWYVZYRztyNk9Jg/?lang=pt. Acesso em: 05 ago. 2025.
HEIDARI, H. et al. Effects of urban development patterns on municipal water quality and watershed hydrology. Frontiers in Water, v. 3, 2021. DOI: https://doi.org/10.3389/frwa.2021.694817. Acesso em: 05 ago. 2025.
HUGHES, R. M. et al. A review of rapid bioassessment protocols for streams and rivers. Fisheries, v. 41, n. 12, p. 590–607, 2016. DOI: https://doi.org/10.1080/03632415.2016.1245990. Acesso em: 05 ago. 2025.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2015–2019. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br. Acesso em: 05 ago. 2025.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Cidades e Estados: Teresina. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 30 de maio de 2025.
JONES, J. I. et al. The impact of riparian land use on stream ecosystem functioning. Freshwater Biology, v. 62, p. 272–283, 2017. DOI: https://doi.org/10.1111/fwb.12872. Acesso em: 05 ago. 2025.
LI, R. et al. Effects of urbanization on the water cycle in the Shiyang River Basin: Based on a stable isotope method. Hydrology and Earth System Sciences, v. 27, p. 4437–4452, 2023. DOI: https://doi.org/10.5194/hess-27-4437-2023. Acesso em: 05 ago. 2025.
LIMA, Iracilde Maria de Moura Fé; LIMA, Almir Bezerra; AUGUSTIN, Cristina Helena Ribeiro Rocha. Nascentes do Rio Parnaíba: usos e conservação da terra e da água. Boletim da SBGfA, 2017. DOI: 10.20396/sbgfa.v1i2017.1829.
MACHADO, A. P. F. Adaptação de um Protocolo de Avaliação Rápida de Rios e sua utilização como recurso didático em educação ambiental no ensino médio. 2019. 68 f. Dissertação (Mestrado em Conservação de Recursos Naturais do Cerrado) – Instituto Federal Goiano, Campus Urutaí, Urutaí GO. Disponível em: https://repositorio.ifgoiano.edu.br/handle/prefix/385. Acesso em: 22 ago. 2025.
MIRANDA, R. C. M. et al. Study of the influence of physicochemical parameters on the Water Quality Index (WQI) in the Maranhão Amazon, Brazil. Water, v. 16, n. 24, p. 3673, 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/w16243673. Acesso em: 05 ago. 2025.
MOTA, Suetônio. Gestão ambiental de recursos hídricos. 3. ed. Rio de Janeiro: ABES, 2008.
MOURA, R. P. et al. Urbanização e degradação ambiental em bacias hidrográficas urbanas. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 11, n. 5, p. 1785–1801, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/rbgfe/article/view/248864/38998. Acesso em: 05 ago. 2025.
MUNIZ, D. H. F. et al. Surface water quality assessment in the Federal District, Brazil: Application of multivariate statistical analysis and water quality indices for human consumption and irrigation. Research Square, 2024. DOI: https://doi.org/10.21203/rs.3.rs-4329941/v1. Acesso em: 05 ago. 2025.
OLIVEIRA, L. R. et al. Efeitos da urbanização sobre a vegetação ripária: Estudo no rio Parnaíba. Revista Árvore, v. 43, n. 2, p. e430206, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-90882019000200006. Acesso em: 05 ago. 2025.
PAUL, M. J.; MEYER, J. L. Streams in the urban landscape. Annual Review of Ecology and Systematics, v. 32, p. 333–365, 2001. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev.ecolsys.32.081501.114040. Acesso em: 05 ago. 2025.
PIAUÍ. Anuário Estatístico do Piauí. Teresina: Fundação CEPRO, 2004. Disponível em: http://www.cepro.pi.gov.br/anuario.php. Acesso em: 05 jun. de 2024.
PUSEY, B. J.; ARTHINGTON, A. H. Importance of the riparian zone to the conservation and management of freshwater fish: a review. Marine and Freshwater Research, v. 54, p. 1–16, 2003. DOI: https://doi.org/10.1071/MF02041. Acesso em: 05 ago. 2025.
ROCHA, E. A.; ALMEIDA, T. F. Impactos da retirada da mata ciliar sobre processos erosivos no Rio Parnaíba em Teresina-PI. Geografia em Questão, v. 15, n. 28, p. 195–214, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/geografiaemquestao/article/view/3889. Acesso em: 05 ago. 2025.
ROCHA, H. A.; ALMEIDA, M. T. A. Sedimentação e qualidade da água em áreas urbanas. Revista Geográfica Acadêmica, v. 15, n. 2, p. 105–120, 2021. Disponível em: https://revistas.unc.br/index.php/rgacademica/article/view/4274. Acesso em: 05 ago. 2025.
RODRIGUES, R. R.; LEITÃO FILHO, H. F. Matas ciliares: conservação e recuperação. São Paulo: Edusp; FAPESP, 2000. Disponível em: https://repositorio.usp.br/item/001103867. Acesso em: 05 ago. 2025.
ROSSETTI, D. F.; LORENA, R. B.; VALERIANO, M. M. Dinâmica fluvial e padrões de canais: implicações para a conservação ambiental. Revista Brasileira de Geomorfologia, v. 13, n. 1, p. 5–16, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgf/a/HzVFmgSwLWYVZYRztyNk9Jg/?lang=pt. Acesso em: 05 ago. 2025.
SANTOS, A. F.; OLIVEIRA, J. C. Alterações ambientais decorrentes da supressão de vegetação ciliar: uma abordagem ecológica. Revista Floresta, Curitiba, v. 40, n. 2, p. 217–230, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/floresta/a/HzVFmgSwLWYVZYRztyNk9Jg/?lang=pt. Acesso em: 05 ago. 2025.
SANTOS, F. S.; LIMA, A. F. Degradação das APPs e implicações ambientais no rio Parnaíba. Revista Ambiente & Água, v. 15, n. 6, e2527, 2020. DOI: https://doi.org/10.4136/ambi-agua.2527. Acesso em: 05 ago. 2025.
SHI, X. et al. Effects of landscape changes on water quality: A global synthesis. Science of the Total Environment, 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2024.172200. Acesso em: 05 ago. 2025.
SILVA, R. B. et al. Governança hídrica participativa: Desafios e perspectivas na bacia do Parnaíba. Sociedade & Natureza, v. 35, n. 2, p. 1–18, 2023. DOI: https://doi.org/10.14393/SN-v35n2-2023-69127. Acesso em: 05 ago. 2025.
SOUZA, J. R.; BULHÕES, M. L. Aplicação do PAR em bacias hidrográficas do Sudeste brasileiro. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, v. 20, n. 1, p. 89–100, 2015. DOI: https://doi.org/10.21168/rbrh.v20n1.p89-100. Acesso em: 05 ago. 2025.
SOUZA, M. C. et al. Ecosystem services of urban rivers: A systematic review. Aquatic Sciences, v. 87, art. 56, 2025. DOI: https://doi.org/10.1007/s00027-024-01138-y. Acesso em: 05 ago. 2025.
TUCCI, C. E. M. Gestão da água no Brasil. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2006. Disponível em: https://livros.unb.br/index.php/estante/catalog/book/451. Acesso em: 05 ago. 2025.
TUNDISI, J. G.; TUNDISI, T. M. Limnologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. Disponível em: https://portais.univasf.edu.br/biologia/pd limnologia.pdf. Acesso em: 05 ago. 2025.
VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3. ed. Belo Horizonte: Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, UFMG, 2005. Disponível em: https://www.etg.ufmg.br/wp-content/uploads/2016/06/esgotamento-sanitario.pdf. Acesso em: 05 ago. 2025.
WALSH, C. J. et al. The urban stream syndrome: Current knowledge and the search for a cure. Journal of the North American Benthological Society, v. 24, n. 3, p. 706–723, 2005. DOI: https://doi.org/10.1899/0887-3593(2005)024<0706:TUSSCK>2.0.CO;2. Acesso em: 05 ago. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O(s) autor(es) mantém os direitos sobre o manuscrito/artigo, cedendo à Geoconexões apenas o direito de primeira publicação, de forma gratuita nos termos da a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite aos usuários acessar, distribuir, exibir e executar a obra, bem como criar obras derivadas. Uma nova publicação do mesmo texto, de iniciativa de seu autor ou de terceiros, fica sujeita à expressa menção da precedência de sua publicação neste periódico, citando-se a edição e a data dessa publicação.
