EVOLUÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL URBANA DE TERESINA – PIAUÍ, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.15628/geoconexes.2026.19085Palavras-chave:
urbanização, segregação socioespacial, planejamento urbanoResumo
O estudo analisa a evolução espaço-temporal da urbanização da cidade de Teresina, capital do Estado do Piauí, desde sua fundação em 1852 até os dias atuais. Tem-se como objetivo compreender os fatores que condicionaram seu crescimento, a partir da identificação de seus vetores de expansão e avaliação de impactos socioambientais, bem como discutir a atuação dos diferentes agentes produtores do espaço urbano — Estado, Proprietários Fundiários, Agentes Imobiliários e os Grupos Sociais Excluídos. Para isso, adotou-se como metodologia a revisão bibliográfica baseada em Abreu (1982), Abreu e Lima (2000), Façanha (1998), Lima (2002), Corrêa (2005), Lima (2010; 2012, 2023), Reis e Viana (2024), análise de documentos oficiais (planos diretores e legislações urbanas), tratamento de dados estatísticos do IBGE e uso de recursos cartográficos e imagens para espacializar as transformações urbanas ao longo do tempo. Os resultados indicam que o crescimento horizontal desordenado, aliado à especulação imobiliária e à ocupação de áreas ambientalmente vulneráveis, resultou em forte segregação socioespacial e fragmentação territorial de Teresina. Apesar de políticas públicas e investimentos pontuais em infraestrutura, a ausência de planejamento integrado aprofundou desigualdades no acesso à moradia e serviços urbanos. Assim, conclui-se que é necessário fortalecer o ordenamento territorial, a regulação estatal e a participação social para promover uma urbanização mais sustentável no município em estudo.
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