A PEGADA ECOLÓGICA DO CONSUMO DE ÁGUA DO MUNICÍPIO DE CAICÓ/RN

Milenna Dantas Lacava de Almeida, Carlos Antonio Lira Felipe Neto, Leci Martins Reis, Valdenildo Pedro da Silva

Resumo


A depleção dos recursos naturais acometidos pelas atividades antrópicas continuam ocorrendo de maneira desenfreada, por mais que as pesquisas e discussões sobre o tema sustentabilidade tenham, ao longo dos últimos anos, se popularizado. Mas, o homem ainda persiste em deixar suas pegadas. A Pegada Ecológica (PE), proposta por Ress e Wackernagel (1962) e, mais a frente, adaptada por Dias (2006) e Bellen (2008), surge como um instrumento de avaliação da sustentabilidade de um determinado local a partir dos cálculos de consumo de itens individualizados. A mudança dos padrões climáticos, a semi-aridez e as implicações decorrentes da agricultura familiar, são um alerta da exaustão do atual modelo de produção e consumo adotados pelas pessoas de uma dada área territorial ou de um município. Percebendo a necessidade de mensurar essa exaustão, o estudo em tela objetiva calcular a pegada ecológica do consumo de água do município de Caicó/RN, por entender que a disponibilidade hídrica da região é um dos principais itens causadores da insustentabilidade local. Para isso, utiliza-se uma metodologia fundamentada, principalmente, por Parente (2007) e Chambers et al. (2000), a partir de dados secundários fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), em que se calculou a Pegada Ecológica com base no consumo de água das pessoas do município de Caicó/RN. Dessa forma, conclui-se que apenas para o consumo de água são necessários 966,835715 hectares globais de terra para suportar os fluxos de entrada e saída da região. Contudo, trata-se de um sinal de alerta, propondo-se uma urgente conscientização popular, a partir de práticas de educação ambiental no município e de ações efetivas do poder público local.

PALAVRAS-CHAVE: Pegada Ecológica, Sustentabilidade, Caicó, Disponibilidade Hídrica.

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DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2010.558



 

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