VALORAÇÃO ECOSSISTÊMICA NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO LAGO DE TUCURUÍ – PARÁ
DOI:
https://doi.org/10.15628/geoconexes.2026.19087Palavras-chave:
valoração ecossistêmica, serviços ecossistêmicos, Amazônia, unidade de conservação, políticas públicas ambientaisResumo
A Amazônia brasileira enfrenta pressões crescentes decorrentes de grandes empreendimentos e da ausência de instrumentos de gestão territorial que reconheçam o valor de seus ecossistemas. Este estudo tem por objetivo realizar a valoração ecossistêmica da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago de Tucuruí, no sudeste do Pará, identificando os principais serviços prestados por seus ecossistemas e discutindo sua relevância ecológica e social. A matriz teórica articula a economia ecológica e a ecologia política, apoiando-se em Costanza et al. (1997; 2014), na Avaliação Ecossistêmica do Milênio (2005) e no TEEB (2010). Metodologicamente, trata-se de pesquisa aplicada, exploratória e descritivo-analítica, fundamentada em dados secundários, que aplicou a técnica de transferência de benefícios às classes de cobertura mapeadas na unidade, com coeficientes convertidos para reais pela cotação comercial do dólar de julho de 2025. Os resultados indicam valor total anual superior a R$ 4,3 bilhões, com predomínio dos serviços de suporte, especialmente a ciclagem de nutrientes (51,33%), seguidos pelos serviços de regulação (cerca de 25%), de provisão e culturais. Conclui-se que, apesar das limitações inerentes à monetização, a valoração constitui instrumento estratégico para visibilizar funções ecológicas, subsidiar políticas públicas e orientar ações de conservação e desenvolvimento sustentável no território.
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