CONCENTRAÇÃO DE PARTÍCULAS MINERAIS FINAS E ULTRAFINAS POR ELETROFLOTAÇÃO

Everton Pedroza Santos, Achilles Junqueira Bourdot Dutra

Resumo


A baixa recuperação na flotação de partículas minerais finas e ultrafinas continua sendo um dos principais desafios da área de processamento mineral. As técnicas emergentes existentes para o aumento da recuperação destas partículas são baseadas em novos conceitos de otimização da “captura” de partículas por bolhas, através do aumento da probabilidade de colisão bolha-partícula, injetando bolhas médias (100 – 600 μm) e pequenas (< 100 μm) na célula de flotação. Dentre as técnicas existentes para a geração de bolhas pequenas, estão a flotação por ar dissolvido (FAD) e a eletroflotação (EF). Na EF são empregadas microbolhas de oxigênio e hidrogênio, geradas a partir da decomposição eletrolítica da água. Estas bolhas, com diâmetros variando entre 20 a 50 µm, são menores que as obtidas na FAD. As unidades de EF são pequenas e compactas e apresentam baixos custos de manutenção e funcionamento, quando comparadas a outros processos de flotação. Diversos estudos têm demonstrado a viabilidade do processo de EF aplicado ao tratamento de águas e de efluentes industriais, porém poucos estudos abordam a utilização desta técnica na área de processamento mineral. Este trabalho apresenta uma revisão da literatura sobre a utilização da EF aplicada ao tratamento de partículas minerais finas e ultrafinas.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2011.765



 

HOLOS IN THE WORLD