VISÃO DOS BANHISTAS E COMERCIANTES SOBRE O CENÁRIO AMBIENTAL DA PRAIA DE PONTA NEGRA, NATAL-RN

Jairo Rodrigues Souza, Lana Machado Alves, Alder Pereira Fontenelle Filho, Carmem Sara Pinheiro Oliveira, Maria Gabriella Pinheiro Oliveira

Resumo


O objetivo deste artigo foi apresentar a visão dos banhistas e comerciantes sobre o cenário ambiental da praia de Ponta Negra. A metodologia empregada utilizou-se de uma abordagem dialética que buscou a transformação da realidade atual por meio de investigação e atuação direta. Foram realizadas coletas in loco para acompanhamento dos hábitos de comerciantes do entorno, comunidade local e banhistas. Foram utilizadas conversas informais com os sujeitos que usufruíram da região, no qual utilizamos anotações, registros fotográficos e coleta de materiais na faixa da areia. Diante disso, muitos afirmaram que é preciso que haja uma cobrança maior sobre o indivíduo que polui o meio, visando a manutenção de uma praia mais limpa, principalmente sobre aqueles que não possuem o sentimento de responsabilidade diante do ecossistema. Muitos também afirmam que, além da maior exigência de responsabilidade por parte dos civis, é preciso que o poder público também assuma o dever de preservar e defender a praia. A partir desses impasses, muitos indivíduos sugeriram que hajam mais projetos e programas com a temática de educação ambiental, argumentando sobre a necessidade de maior propagação da importância de uma praia limpa. Concluímos, que é importante ressaltar que a visão dos sujeitos envolvidos no uso constante do recurso natural, sendo de extrema relevância para a compreensão da educação ambiental e do meio ambiente na Praia de Ponta Negra, uma vez que são essenciais na intermediação da relação do ser humano com o meio ambiente.


Palavras-chave


Educação, Meio Ambiente, Praia.

Texto completo:

PDF

Referências


AIRES, J. D.; PEQUENO, E. A.; FORTES, L. A relação entre turistas estrangeiros e residentes: o caso de Ponta Negra - Natal/RN. Revista Hospitalidade, v. 7, n. 2, 2010.

ARAÚJO, M. C. B.; SANTIAGO, A. S.; SOARES, S. P. AS DUAS FACES DE UM CARTÃO POSTAL: A PRAIA DE PONTA NEGRA (NATAL-RN), SOB A ÓTICA DE SEUS USUÁRIOS. In: XIII Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário (ABEQUA), 2011, Armação dos Búzios – RJ. Anais do Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário.

BENJAMIN, A. H. V. Responsabilidade civil pelo dano ambiental. Revista de direito ambiental, v. 3, n. 9, 1998.

BESEN, G. R. et al. Resíduos sólidos: vulnerabilidades e perspectivas. In: SALDIVA P. et al. Meio ambiente e saúde: o desafio das metrópoles. São Paulo: Ex-Libris, 2010.

BISPO, C. S. Gerenciamento de resíduos sólidos recicláveis: estudo de caso das cooperativas do município de Natal/RN. Natal, 2013. 243 p. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2013.

BRASIL, Artigo 14 parágrafo 1° da Lei 6.938 de 1981 da Constituição Federal. Disponível em: . Acesso em: 14 jul. de 2018.

BRASIL, Artigo-lei n° 255 da Constituição Federal de 1988. Disponível em: . Acesso em: 14 jul. de 2018.

BRUNDTLAND, G. H. (Org.) Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: FGV, 1987.

BUSSAB, W. O. e MORETTIN, P. A. Estatística Básica. São Paulo: Editora Saraiva, 2003.

CARDOZO, C. G.; SILVA, L. O. S. A importância do relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho. Interbio, Dourados, v. 8, n. 2, 2014.

CARTA DA TERRA, 1992. Disponível em: . Acesso em: 14 jul. de 2018.

CARVALHO, I. C. M. Qual Educação Ambiental? Elementos para um debate sobre a educação ambiental e extensão rural. Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, v.2, n.2, 2001.

FREIRE, P. A pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

MARTINS, L. A. R.; NISHIJIMA, T. Preservação ambiental e qualidade de vida em comunidades quilombolas, Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental REGET-CT/UFSM, Santa Maria, v.1, n. 1, 2010.

MARX, K. O Capital - livro I. 2. ed. São Paulo: Boitempo Editorial, 2011.

MELLO, André da Silva. Lazer e educação ambiental: relato de experiências na formação inicial em educação física. Licere, Belo Horizonte, v.16, n.2, 2013.

OLIVEIRA, H. C.; SANTOS, J. S. P.; CRUZ, E. F. C. O mundo do trabalho: concepções e historicidade. In: Jornada Internacional de Políticas Públicas - Questão social e desenvolvimento no século XXI, 3, 2007, São Luís. Anais eletrônicos... São Luís: UFMA, 2007.

PÁDUA, J. A. (Org.) Ecologia e Política no Brasil, espaço e tempo. Rio de Janeiro: IUPERJ, 1987.

PEREIRA, A. Q. Das cidades às metrópoles litorâneas: o papel da vilegiatura marítima moderna no Nordeste do Brasil. Geousp (USP), n. 31, 2012.

ROOS, A.; BECKER, E. L. S. Educação ambiental e sustentabilidade, Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental REGET/UFSM, Santa Maria, v. 5, n. 5, 2012.

SUGUIO, K. Tópicos de geociências para o desenvolvimento sustentável: as regiões litorâneas. Boletim Geologia USP: Série Didática, v. 2, n. 1, 2003.

VIEIRA, Sonia. Metodologia científica. São Paulo: Editora da Unicamp, Sarvier, 1984.




DOI: https://doi.org/10.15628/geoconexoes.2019.9196

Apontamentos

  • Não há apontamentos.