A FORMA DO GROTESCO: METONÍMIAS DE VIOLÊNCIA NO ABSURDO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15628/rp.2019.8719

Resumo

Este trabalho se propõe discutir a construção da criatura monstruosa em “A Forma da Água” (2017) e suas representações/significações semióticas na obra. Para tanto, ancoramos essa discussão nas concepções advindas de Bakhtin no que concerne à concepção de corpo e realismo grotescos (1987). Ao tratar a história de uma mulher muda que se apaixona por uma criatura aquática, o diretor Guilherme Del Toro apresenta, por meio do cinema, uma trama que vai além de uma narrativa romântica, mas traz, metonimicamente, a partir do monstro, uma profunda e poética discussão sobre o preconceito e as consequências deste no mundo social. Assim, interessa-nos problematizar como se constrói na obra esse corpo grotesco e como, a partir de relações dialógicas, se constitui o sentido da obra em uma ambientação ficcional na qual o corpo diferente, estranho ou mesmo, grotesco, produz significações para além de uma visão fantástica. A pesquisa se insere na área da Linguística Aplicada e se orienta por uma perspectiva qualitativa que constrói os dados a partir de procedimentos metodológicos advindos das formulações de Ginzsburg.

Biografia do Autor

Juan dos Santos Silva, UFRN/ Mestrando em estudos da linguagem IFRN/ Professor substituto de Língua portuguesa e literaturas

Pesquisador na área de Linguística Aplicada com ênfase nos estudos do Círculo de Bakhtin.

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Publicado

2019-08-02

Edição

Seção

Artigos