Outras classificações de depósitos minerais

Característica Especiais Texturais

 Alguns Depósitos Minerais são classificados de acordo com sua textura em função de sua importância econômica e algumas implicações metalogenéticas. Assim são classificados, por exemplo, os Depósitos de Cobre Pórfiro de onde provem mais que 50% da produção mundial. Formam paragêneses com Molibdênio Pórfiro (70% do Mo do mundo).

Os típicos Depósitos de Cobre Pórfiro são cilíndricos, compostos de massas semelhante a “stock”, tendo perfis alongados de 1,5 x 2 Km de diâmetro, com uma parte exterior de rochas equigranulares de granulometria de média a grosseira e um núcleo de composição similar, porém porfirítico. As rochas hospedeiras mais comuns são plutônicas félsicas variando de composição de quartzo-diorito à sienito.

Os Depósitos de Cobre Pórfiro de Alteração Hidrotermal geralmente possuem quatro halos de alteração, zonadas, da borda para o centro do “stock” pórfiro, nas seguintes zonas:

  • Zona Potássica: – Sempre presente. Caracterizada por K-feldspato secundário, biotita e/ou clorita substituindo K-feldspato primário, plagioclásio e minerais máficos. Quantidades menores de sericita podem estar presentes.
  • Zona Filítica – Não está sempre presente. Caracterizada por veios de quartzo, sericita e pirita e em menor quantidade clorita milita e rutilo substituindo K-feldspato e biotita.
  • Zona Argilítica – Nem sempre presente. Caracterizada por minerais de argila (caolinita e montmorilonita) com alguma pirita disseminada. O Plagioclasio é fortemente alterado, o K-feldspato não é afetado e a biotita é cloritizada.
  • Zona Propilítica - Sempre presente. Caracterizada pela clorita, calcita e menor quantidade de epidoto. Minerais máficos altamente alterados e menos plagioclásio.

Além dos tipos texturais já descritos, outros tipos de classificação são encontrados na literatura utilizando a textura como critério, precedidos do tipo de mineral-minério ou associação geoquímica (  ) ou ainda combinando a mineralização com a forma do minério, o nome da hospedeira, processo formador, Jazida-Tipo etc. Alguns exemplos: W e Sn filoneanos, Ni laterítico, Ni sulfetado, Au tipo Witerwatersand, Cr tipo Busveld, Cu tipo Duluth / Noril´sk, etc, etc, etc.

Tectônica Global e Metalogenia

Os processos formadores de Depósitos Minerais, em geral, são associados aos processos tectônicos (Tectônica Global). Uma PROVÍNCIA METALOGENÉTICA é uma área geográfica caracterizada por uma associação de Depósitos Minerais particular ou por um estilo distinto de mineralização, formado como resultado da Tectônica de Placas que produz ambientes geotectônicos específicos e propícios para a geração de determinados tipos de rochas e depósitos minerais. A tabela abaixo Lista alguns ambientes geotectônicos, suas principais características e as rochas e mineralizações associadas.

Classificação dos Depósitos Minerais Quanto a Regularidade Estatística

 Da mesma forma que naturalmente alguns elementos são mais abundantes que outros alguns Depósitos Minerais apresentam-se com teores mais homogêneos que outros. Essa homogeneidade dos teores recebe aqui o nome de Regularidade Estatística. É sinônimo de Coeficiente de Variação que mede em percentagem o quanto variável é o teor de um Depósito Mineral.

Para entendermos mais detalhadamente a Regularidade é bom revisar a Estatística, especialmente a Curva de Freqüência, Médias,  Desvio Padrão e Coeficiente de Variação.

Os Depósitos Minerais foram agrupados segundo o Coeficiente de Variação em quatro grandes grupos

Quanto mais errática for a distribuição dos teores no Depósito Mineral, maior o Coeficiente de Variação. Para se ter uma coleta de amostras representativas, deve-se coletar mais amostras e em menor espaçamento num Depósito de alta Variação em comparação com um Depósito cujos teores se comportem com maior Regularidade. A Tabela abaixo apresenta uma relação de espaçamentos de amostras ao longo do comprimento de um corpo mineralizado de acordo com o Coeficiente de Variação.

A TABELA abaixo a seguir refere-se as dimensões adquadas de um tipo de amostra chamada “amostra de canal” e relaciona as dimensões do canal em relação a Regularidade e a Espessura do Minério

A tabela ABAIXO a seguir indica a eqüidistância das informações em um Bloco de Reserva necessárias para se ter cada uma das três classes de reservas minerais (Meida, Indicada e Inferida) em função da Regularidade estatística a que pertence o Depósito Mineral estudado.

 

This entry was posted in Depósitos Minerais. Bookmark the permalink.

One Response to Outras classificações de depósitos minerais

  1. Oi eu sou Abeln Kriegler, um canadense, originalmente de Nova Scotia vida, vivendo do outro lado da lagoa, em Londres, Inglaterra com o meu namorado beardy britânico e um gato muito esquisito. Obrigado pelo seu blog.
    Vestidos de Noiva

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>