A filosofia orientada a objetos de Graham Harman

André Roberto Tonussi Arnaut

Resumo


Este artigo procura apresentar a filosofia orientada a objetos de Graham Harman, filósofo pertencente ao movimento do Realismo Especulativo, movimento esse que vem tendo uma crescente influência no cenário atual da filosofia continental. A filosofia de Harman, ao procurar pensar para além do acesso humano às coisas, predominante no pensamento filosófico desde Kant, pode colocar em xeque nossas noções sobre o que seria a filosofia. Para Harman, as filosofias do acesso pensam os objetos como profundos demais, ao passo que as filosofias do pré-individual e os materialismos cientificistas rejeitam os objetos pelo motivo oposto: eles seriam superficiais demais. Procurando retomar a filosofia a partir do problema do ocasionalismo moderno, do problema da relação entre coisas quaisquer, Harman busca reviver o espírito das fenomenologias de Husserl e de Heidegger. O resultado disso é uma orientação a objetos que preserva da Crítica Kantiana a noção de finitude. Ao final, procuro mostrar algumas dificuldades que podem colocar em risco o modelo de orientação a objetos de Harman.


Palavras-chave


Graham Harman; Ontologia orientada a objetos; Realismo especulativo

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DOI: https://doi.org/10.15628/dialektike.2017.6024

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