AÇÃO COLETIVA E MEDIÇÃO RELIGIOSA NO CAMPO NO BRASIL: EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS NA ARQUIDIOCESE DE MARIANA – MINAS GERAIS

Bruno Costa da Fonseca, Ana Louise de Carvalho Fiúza

Resumo


Este trabalho pretende alinhar os movimentos de Ação Coletiva intermediado pela Igreja Católica Progressista no Brasil às grandes teorias sobre movimentos sociais, especificamente no que tange aos processos de resistências de comunidades rurais da Zona da Mata Mineira. A teoria sobre movimentos sociais abordadas evidenciou uma mudança de concepções marxistas/funcionalista, passando por três outras teorias até chegar a reelaborações teóricas mais atuais, a saber: Teoria de Mobilização de Recursos que explicita a dimensão micro organizacional, sendo extremamente racional; Teoria do Processo Político, que retratou em sua análise explicativa o ambiente macropolítico; e a Teoria dos Novos Movimentos Sociais que privilegiou os aspectos simbólicos e cognitivos. Utilizamos como procedimentos metodológicos a análise documental e bibliográfica. Os resultados analisados que explicam a emersão de movimentos eclesiais progressistas na Arquidiocese incidiram em dois tipos de Estruturas de Oportunidades Políticas: I) a nomeação de um bispo simpatizante com os ideais da Teologia da Libertação e II) o aparecimento dos conflitos socioambientais. Destarte, os tipos de estratégias utilizadas pelos movimentos sociais puderam ser classificadas em três tipos, tituladas neste manuscrito como Técnico-científico, enfrentamento direto e educação-informação. A Igreja Católica contribuiu, portanto, adicionando elementos místicos a essas estratégias historicamente utilizadas.

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DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2015.2694



 

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