URBANIDADE, PRODUÇÃO AGRÍCOLA E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL – ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO VALE DO TAQUARI/RS/BRASIL

Claudete Rempel, Rafael Rodrigo Eckhardt, Eloísa Markus, Carlos Candido da Silva Cyrne, Eduardo Périco

Resumo


O processo de urbanidade e a prática agrícola convencional ocorrem onstantemente, modificando as condições do ambiente natural e transformando áreas vegetadas contínuas em fragmentos florestais. O objetivo deste estudo foi verificar a existência de relação entre a densidade populacional, o uso e cobertura da terra e os hotspots e firepoints existentes na região do Vale do Taquari - RS. Para tanto, foram gerados mapas de densidade populacional e de zoneamento ecológico econômico com áreas indicadas para conservação. Por meio da análise dos resultados, discutiu-se a melhor forma de conservar e ao mesmo tempo produzir. Além das alternativas trazidas pela agroecologia, sugere-se que as áreas aptas para a produção sejam melhor exploradas, enquanto que as regiões com restrições mantenham áreas mais extensas e conservadas. Fragmentos diminutos, apesar de servirem como ilhas conectivas, não cumprem a mesma função ambiental que fragmentos extensos, principalmente devido à influência de borda que sofrem.


Palavras-chave


Zoneamento ecológico-econômico, Fragmentação, Agroecologia, hotspots, firepoints

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DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2015.2365



 

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