DESENVOLVIMENTO DO FEIJÃO-FAVA (Phaseulus lunatus L.) SOB DÉFICIT HÍDRICO CULTIVADO EM AMBIENTE PROTEGIDO

Antônio Eudes de Sousa Oliveira, Marcelo Simeão, Francisco Edinaldo Pinto Mousinho, Regina Lúcia Ferreira Gomes

Resumo


O presente trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos do déficit hídrico sobre o desenvolvimento do feijão-fava em ambiente protegido. O experimento foi conduzido em vasos sob casa de vegetação, com cobertura de polietileno de baixa densidade de 15 µm de espessura, na área experimental do Colégio Agrícola de Teresina da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina-PI, Brasil. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC) e os tratamentos consistiram da combinação de indução do estresse hídrico de 50% da evapotranspiração do feijão-fava, sendo estes: estresse hídrico na fase vegetativa I; estresse hídrico na fase vegetativa II; estresse hídrico na fase reprodutiva III;Estresse hídrico na fase reprodutiva IV; estresse hídrico nas fases vegetativa I e II; Estresse hídrico nas fase vegetativa e reprodutiva II, III e IV; estresse hídrico nas fases reprodutiva III e IV; estresse hídrico na fases vegetativa e reprodutiva I, II e III; estresse hídrico nas fases vegetativa e reprodutiva I, II, III e IV e um tratamento sem estresse hídrico. Foram avaliadas, índice de área foliar, teor de clorofila e abortamento de flores e vagens. O déficit hídrico afetou o desenvolvimento do feijão-fava, diminuindo o índice de área foliar, índice de clorofila, e aumentando o abortamento de flores e vagens. O feijão-fava foi mais sensível ao estresse hídrico quando o mesmo deu-se em mais de uma fase de desenvolvimento.

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DOI: https://doi.org/10.15628/holos.2014.1867



 

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