DESCARTE DO CONHECIMENTO COMO ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO: UM ESTUDO EM UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL DO NORDESTE DO BRASIL

Autores

  • Ahiram Brunni Cartaxo de Castro Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte
  • Lydia Maria Pinto Brito Universidade Potiguar

DOI:

https://doi.org/10.15628/holos.2014.1214

Resumo

O descarte do conhecimento é uma atividade complexa, pois o conhecimento passou a ser reconhecido como o principal recurso das organizações, ou seja, as organizações passaram a apenas absorver uma panaceia de conhecimentos e o problema agora são os obstáculos psicológicos, políticos e de mensuração que devem ser superados, para que se desfaçam do conhecimento que não satisfaz mais os seus objetivos estratégicos. Diante disso, a questão de pesquisa é: como uma instituição pública de educação não-formal do nordeste do Brasil percebe o descarte do conhecimento organizacional? A pesquisa se justifica pela possibilidade de levantar medidas quantitativas sobre como a organização descarta o conhecimento que pode abrir espaço para inovação, e pela ausência de trabalhos diretamente relacionados nas bases acadêmicas de conhecimento na internet. O objetivo é verificar a partir da percepção dos gestores de uma instituição pública de educação não-formal do nordeste do Brasil como é descartado o conhecimento. Para isso, se utilizou a Seção Descarte do Diagnóstico de Gestão do Conhecimento proposto por Bukowitz e Williams (2002). Foi realizado um estudo de caso e de campo, de abordagem quantitativo-descritiva. Os dados foram tratados em planilhas eletrônicas. Os resultados sinalizam contradições, pois a organização que precisa disseminar saberes de ponta para produtores rurais, não consegue descartar conscientemente o conhecimento datado que possui e que não agrega mais valor. Além disso, a preocupação da organização está em adquirir conhecimento, mesmo que este não esteja alinhado à sua estratégia, e manter seus dados intactos; apesar de não se esforçar para evitar que as pessoas que filtram, direcionam e atualizam os dados permaneçam na organização, nem viabiliza tecnologias e idéias para produzir inovação a partir do conhecimento que adquiri.

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Biografia do Autor

Ahiram Brunni Cartaxo de Castro, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte

Graduado em Administração, com especialização em Gestão de Pessoas e em Extensão Rural para o Desenvolvimento Sustentável, e com Mestrado em Administração. Atualmente exerce o cargo de Administrador e função de Coordenador de Gestão de Pessoas no IFRN-Câmpus Apodi. Área: Administração.

Lydia Maria Pinto Brito, Universidade Potiguar

Possui graduação em Serviço Social, mestrado em Sociologia e doutorado em Educação. Atualmente é professor titular do Curso de Mestrado em Administração da Universidade Potiguar-RN. Tem experiência na área de Gestão de Pessoas, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão por competência, gestão do conhecimento, organizações de aprendizagem, comportamento organizacional (cultura e clima), gestão estratégica de pessoas, relações de trabalho e responsabilidade social. É professora de cursos de Pós-graduação, consultora e Autora/Co-autora de livros.

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Publicado

02/08/2014

Como Citar

de Castro, A. B. C., & Brito, L. M. P. (2014). DESCARTE DO CONHECIMENTO COMO ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO: UM ESTUDO EM UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL DO NORDESTE DO BRASIL. HOLOS, 4, 397–414. https://doi.org/10.15628/holos.2014.1214

Edição

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